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Ando com uma saudade tremenda de andar por aí de mãos dadas com você. Mas daí penso e não sei se de fato lembro da gente andar de mãos dadas por aí. O que lembro bem é de agarrar sua mão quando atravessávamos a rua. Porque o meu medo do mundo se aflorava ao seu lado, meu medo de mim ao seu lado fazia eu agarrar sua mão com uma voracidade feroz.
Que você não deixava eu entrar em boteco sozinha pra comprar cigarro. Você entrava no boteco comigo de mãos dadas e essa minha voracidade de te amar sumia, sumia…
E logo a gente largou mão.- Helena Hutz
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(via racionaispratudo)
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stooooya
(Source: aminamunster, via stoya)
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XEQUE PASTOR
É sempre assim, meu amigo. Uma coisa e/ou outra, e/ou todas e/ou o contrárioEu quero mais.disso tudo e nada.Quero o pó da casa, o resto do pão. Quero o taco a lajota eComo falávamos a anos atrás, sobre aquela idéia do poliedro ea Avenida Principal, e uma maçã.de lâminas.O pó da casa e os pentelhos que você esqueceu no tapete, eu queroE possibilidades elásticas, enquanto sua mãecada joguete macabro e tolo. Meu deus, cada linhaerrava as horas.de expressão máxima da tua repulsa,Que se a vida fosse uma partida de xadrez, seriada tua pretensa opressão.tudo tão mais fácil,Quero fósforo e cupim, um palito mordido, uma acne, pus.mas estamos mais perto agoraQuero as três da manhã,do pôquer.e um cigarro,E não há mesa nem jogo, mas encho teu copoque o silêncio é de cristal.e te douCada fagulha de minha agonia.um cigarro,Que é esta noite, pertoque amanhã vamos todos perder,da vindoura, quem ganha, o amanhã ouespero.a má sorte?Eu quero agoraA morteuma massagem.é um indultoNão sou eu indulgente,que vou deixarnem à favor da eutanásia.para o outro.A unidade, este escapismo,A existência bêbada de nós,sim,não,sim.não,Teremos.Não.TeremosNão teremos.tempo, tempo,Tinjo de porra, com a sua porra,tanto faz.a porra de outro.Já te falei de uma esquinaPrecisa-se viver muitoonde parte de mim foi matada,para conhecer a lama quenunca voltarei para buscar.se/te produz.Porra,Porra?, eu quis dizer merda,Eugênio!,matéria gasta.que Niétotchka o escambau!,Eu queroo caralho à quatro, pede mais umaepifania, o ponto de fuga,que essa nossa gosma de insetoo embrião de todas as possibilidadesprecisa circular.verdemorto, nativesgo, eu queroE quero a Conta,Para colar na parede do banheiro,façamos uma visitano hall de entrada de uma casa de boas moças,ali na Augustafilhas de mães igualmente boas, é sério.tenho amigos por lá.Eu quero o efeito-fantasma,Que maçada, Eugênio!Hipersaturado. Atira, vamos!que bichos somos!, que bichos somos!Treme mais que a lua do Pinheiros, esta foto.As antenas primeiro!-eu-tam-bém-No extremo-limite, podemos terUma clarabóia no fundo dele, bem no fundomais, suportar mais!há, e eu quero nem maisQue pulsão ecumênica é esta quenem menos. Podia ter fechado a porta – meu gato –num prazer indizível, nos mastiga o olho? Cheers, dá uma taça que não tenhae eu não precisava sequer levantar.um fundo de veneno, e eu quebroInsularidades,inteira, no meio-fio.meu amor.Fala comigo, você está bem?Tão inconciliáveis, tão lacerados, vamos longeEu só quero o meu bueiro confortável de onde eu possanos deixar assim, como um soluço, à serviço deassistir você passando por cima denada. Que ontem? Espasmos!, não tem ontem paramim.quê?! É preciso que nada se guarde, para que nada sesh! Sssssiu, que imagético, sssiu, não fala comigo, não meperca. Vamos, estamos malditamente cansados.olha assim,Toda partida é um indulto,meu amigo, com esse olhar deVamos, meu amor, que a vida é feita deágua parada eolhar para a frente. E tira daquieu não posso mais, nãoTuas metamúsicas, palhetas e me-ta-bo-ba-gens, e leva tambémagüento mais!isso que diz que viu – que foi – mas não viu. Que foi?!Vamos dar umaApagou teu cigarro, doce? Avolta, não(deus, suas mãos são lindas!)pensa que vouVolta.completa pelo centro antigo, estamos tão longe.Não me vem com essa!, avançaVou para o alto do muro, em meu caminhoindeciso. Meu deus, como somossem voltavoláteis, de um pontode um estadopara outro.para outro.Como somos!A premissa das verdades é nuclear, Eugênio. Vou para o alto do muro, de onde se vêAcende-te cigarro,melhor. Mas por enquanto, fiquemos aquitermina-te vinho,mais esta noite,Fica.mais hojeEu te amo.por enquanto,Eu te amo.por agora,Eu te amo.Eu-tam-bém. -
matryoskas de princesas disney. nem gosto, né? <3
(Source: chinchilasmind)
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Fiquei na vibe de pensar que tipo de mulher sou.
(…)
Não sei se sou aquela que fala de menos por não ter o que dizer ou se pra fazer charme pra alguém ou se é porque tá de bode, ou sei lá, nem tá.
Se sou aquela que fala demais porque acho do caralho o que tenho pra dizer ou se sei que falo bosta atrás de bosta ou se finjo que sei que falo bosta pra de novo fazer charme pra alguém, ou se é o caso de eu realmente não me importar com o que falo ou é porque sei que ninguém tá nem aí se falo ou não falo, se tô ou não tô.
Eu sou uma mulher que bebe mas que diz que não bebe e que tá tentando aprender que não tem porque dizer que não bebe e que continua dizendo que mal bebe, mas que bebe.
Sou aquela que pensa não ter muitas qualidades, daí do nada acha que tem várias, daí lembra que não, não tem, e se confunde e bebe e fala demais, depois fala de menos e bebe demais e acaba na noite fazendo charme pra alguém.
Acho que sou também uma mulher que ama um homem.
Uma mulher que não fica mal com o fato desse homem amar outra mulher só porque talvez ela mal fale, talvez nem beba, ou quem sabe porque ela fala coisas boas de serem ditas, beba coisas boas de serem bebidas, ou porque ela não se confunde com nada, não fala nada com nada, nem pensa em nada. E eu aqui falando dela e ela lá sem saber que penso nela mais do que eu gostaria, que amo o homem dela mais do eu deveria. -
C.F.
Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho carente, tigre e lótus.
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You are beautiful like demolition. Just the thought of you draws my knuckles white. I don’t need a god. I have you and your beautiful mouth, your hands holding onto me, the nails leaving unfelt wounds, your hot breath on my neck. The taste of your saliva. The darkness is ours. The nights belong to us.
Everything we do is secret. Nothing we do will ever be understood; we will be feared and kept well away from. It will be the stuff of legend, endless discussion and limitless inspiration for the brave of heart. It’s you and me in this room, on this floor. Beyond life, beyond morality. We are gleaming animals painted in moonlit sweat glow. Our eyes turn to jewels and everything we do is an example of spontaneous perfection.
I have been waiting all my life to be with you. My heart slams against my ribs when I think of the slaughtered nights I spent all over the world waiting to feel your touch. The time I annihilated while I waited like a man doing a life sentence. Now you’re here and everything we touch explodes, bursts into bloom or burns to ash. History atomizes and negates itself with our every shared breath. I need you like life needs life. I want you bad like a natural disaster. You are all I see. You are the only one I want to know.
"- <3 Henry Rollins

